Buquê de Rosas – A História de Sonhos
08 de janeiro de 2009
Ana era uma menina franzina e considerada sem graça pelas demais garotas do internato. Pequena e delicada. Ana estava quase completando dezoito anos e se formar no curso de formação de professores. Seu sonho sempre fora ensinar as crianças de sua pequena cidade. Muito romântica e fã de novelas e de literatura, ela passava os dias lendo romances onde um belo rapaz libertava ou se apaixonava pela mocinha e, presenteando-a com um lindo buquê de rosas, a pedia em casamento. Logo, toda trama e sofrimento que envolvia a vida daquela personagem se acabava e eles viviam felizes para sempre aproveitando apenas o amor que um sentia pelo outro.
Na dura realidade do dia a dia, Ana sabia que aquilo eram apenas sonhos. Sabia que não era uma garota muito bonita e que os “mocinhos” jamais chegariam a ela com um buquê de flores nas mãos para arrebatá-la daquela vida medíocre e solitária que ela levava. Com pesar, olhava para o futuro e se via como uma professora de primário velha e ranzinza e que era tratada pelas outras professoras e pelas crianças como uma velha bruxa.
Ana se formou com os louvores acadêmicos possíveis e começou a sua viagem para a pequena cidade do interior de onde se originara. Lá, tinha toda a certeza de que a escolinha improvisada num velho galpão da prefeitura estaria exatamente como no dia em que ela deixou a cidade há vários anos. Afinal de contas, nada mudava por lá. A cada quilômetro que ela percorria e que a aproximava de sua cidade natal, Ana senta que se enterrava mais e mais numa solidão e num abandono de uma vida desperdiçada. Sem mocinhos com flores, sem felizes para sempre e sem a realização da paixão que ela sempre soube que queimava em seu mais secreto íntimo.
Finalmente o trem parou na velha e poeirenta estação e ela desceu. Seus pais estavam sorridentes e felizes na plataforma e a esperavam com abraços, beijos e muito carinho. Ela os amava e sabia que sua educação custara a eles muitos sacrifícios. Por isso mesmo, decidiu ficar na cidadezinha e ficar em companhia dos pais. Mesmo que para isso abdicasse de seus sonhos românticos que poderiam ser, muito mais facilmente, realizados numa grande cidade como a capital.
O tempo foi passando e Ana agora era uma mulher realizada e quase feliz. O trabalho com as crianças era gratificante e a vida na cidadezinha tinha tomado ares de rotina. Mas ela era respeitada e amada pelos moradores e pelas crianças da escola. Todos a chamavam de “Tia Ana”. Mas ela ainda sentia falta de um companheiro e de um mocinho com um buquê de rosas que a resgatasse da solidão em que vivia.
Um dia, o progresso chegou à pequena cidade sob a forma de uma Usina de Álcool. Logo, agrônomos, engenheiros e trabalhadores de toda espécie começaram a invadir a cidade a procura de lugares para morar até que a usina construísse as casas para os funcionários. Era tanta gente que em pouco tempo todas as pensões e até casas de famílias estavam lotadas de empregados e funcionários da usina.
Naquele dia, Ana foi avisada pela mãe de que um engenheiro da usina ficaria hospedado na casa deles e que, inclusive, ela já o conhecia. Surpresa e sem imaginar quem poderia ser, Ana apressou-se a ir para casa naquele dia para descobrir quem era o tal engenheiro que a conhecia.
Nem bem entrou pela porta e já deu de cara com um rapaz bonito e bem vestido; que se levantou imediatamente quando ela entrou e abriu um enorme sorriso ao vê-la. Imediatamente ela o reconheceu como o garoto feinho e que vivia com a cara cheia de espinhas enfurnada nos livros da mesma escola que ela freqüentara antes do ir para o internato.

Ainda sem palavras e atônita, Ana ouviu ele dizer quase engasgando: “Quando soube que faríamos um projeto aqui; fiz questão de vim te visitar”. Em suas mãos um maravilhoso buquê de rosas que ele havia deixado sobre a mesa e que agora estendia para ela com um sorriso iluminado por um sentimento que ela reconheceu imediatamente.
Era ele o seu mocinho com um buquê de flores. Era ele que a libertaria da solidão. Era ele o seu amado e o seu amante. Era ele que ela amaria para sempre.
Acredite nos seus sonhos!
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histori linda qm dera um dia meus sonhos se realizem tambem…..
Comentário por lika — 11 de janeiro de 2010 @ 23:45